#137 – 2020.12.26 – Nazaré

Visito a Nazaré desde pequeno com os meus pais. Era a praia deles quando jovens e fomos lá muitas vezes só passear, visitar uns primos distantes e às vezes comer um belo de um Arroz de Marisco.

A melhor vista é do Sítio (as fotos são de há alguns anos num outro passeio familiar ainda antes deste projeto). Parámos o carro no centro e subimos pelo Elevador.

Depois fomos até à Praia do Norte, local do Canhão da Nazaré e das ondas gigantescas. Nesse dia tudo calmo, mesmo bom para um passeio à beira-mar.

Desta vez, demos uma volta rápida no centro e na marginal. Deu para ver as varinas com as suas sete saias, os barcos parados junto ao passeio e os “estendais” de peixe a secar, tão típicos da vila.

Saímos pelo porto de pesca, junto ao mar e subimos à Serra da Pescaria.

Que vistas maravilhosas. A praia lá em baixo, sem casas ou prédios dá mesmo vontade de regressar em breve.

Ao fundo, na linha do horizonte, as Berlengas e os Farilhões viam-se perfeitamente. Parece que quer dizer que vem lá chuva…

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#136 – 2020.12.26 – Alcobaça

Uma manhã de inverno solarenga e aí vamos nós para Alcobaça. Começar na A1 e seguir pela antiga nacional a partir de Alcoentre. Está mazinha nesse início mas depois fantástica com a Serra de Aires e Candeeiros do lado direito de um reta direta a Norte. Virámos para poente mais ou menos a metade. Primeiro Évora de Alcobaça e depois a própria.

Terra onde o Alcoa e o Baça de se fundem, a vila surpreendeu-nos uma vez mais. Arranjadinha para o Natal, muita vida nas ruas.

Começámos revisitando o Mosteiro. Os adultos ainda se lembravam da maior parte mas os mais pequenos não, afinal tinham passado 11 anos desde a última visita.

Todo o Mosteiro é imponente e bonito mas há vários locais difíceis de esquecer.

Os tumúlos de D. Pedro e Inês, na nave da igreja impressionam e têm pormenores de escultura verdadeiramente deliciosos.

Incluindo dois velhotes aos beijos e umas beatas horrorizadas atrás… Deve haver outra explicação mas, de certeza menos interessante.

A antiga cozinha foi talvez o que mais ficou na memória com a sua chaminé gigantesca e as bancadas do tamanho de uma assoalhada.

Depois de um lanche maravilhoso oferta de uns generosos amigos, que incluiu vários dos doces conventuais ex-libris do local, seguimos viagem. Ao norte, na costa, o concelho começa logo a seguir a São Pedro de Moel e tem uma faixa de mar que é interrompida pela Nazaré, voltando depois a ter costa outra vez, em São Martinho do Porto.

Foi aí que encontrámos a praia de Polvoeira, um pedaço de paraíso numa língua de areia, com escarpas verdejantes a rodear.

Seguimos depois para Sul. Que belo passeio por estradas desertas, só verde e mar, sem prédios, só nós e a natureza.

Para Sul, saltando o enclave da Nazaré, regressámos ao concelho de Alcobaça, em São Martinho do Porto. Também já o tínhamos visitado mas só num passeio pela marginal. Agora explorámos um pouco mais.

São Martinho é um pedaço de Portugal muito interessante do ponto de vista geográfico. Uma baía por onde se estende a vila do mesmo nome de um lado e Salir do Porto no outro.

Perto do porto fomos explorar o túnel que liga o lado calmo da baía, ao mar: 60 metros escavados na rocha.

A saída do concelho terminou com chave de ouro. Nos “planos” de viagem já tinha contado com isso mas ao longo do dia esquecemo-nos completamente e foi obra de qualquer divino passarmos por Alfeizerão mesmo antes de entrarmos na auto-estrada para o regresso a casa.

Na terra daquele pedaço de pecado maravilhoso, o Pão de Ló de Alfeizerão, percorremos as ruas à procura de uma pastelaria aberta, qual Bloom na sua Dublin. Tudo fechado, raio do Covid! O desespero só se dissipou mesmo na última rotunda antes de desistirmos. Uma pequena placa que mal se via indicava a Fábrica do Pão de Ló.

Dez mil anos de civilização para chegarmos a este feito da humanidade. Podemos morrer felizes.

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#135 – 2020.11.22 – Cascais

Cascais, aqui bem perto de onde vivemos, com mar e praias é, obviamente, um local recorrente de passeios da nossa família e com os nossos próprios pais e avós.

É um concelho à beira-mar e por isso quase todos os seus pontos de interesse estão relacionados com a água. Quer seja na Boca do Inferno, umas formações rochosas onde o mar revolto bate e sobre dezenas de metros…

…quer seja na baía da vila que dá aquele ar requintado Côte-d’Azur.

Mas o concelho começa em Carcavelos, seguindo a linha do comboio que serpenteia toda a costa num belo passeio paisagístico.

Ou de carro na célebre Marginal a sentir a maresia.

Quantos e quantos passeios naquela marginal… os miúdos a andar de bicicleta, um almoço a apanhar o sol quente, um jantar romântico. Muitas recordações.

E claro sempre a passar pelo requinte dos palacetes, perto da estrada ou à volta do jardim do Casino. Locais de requinte mas também de intriga e encontros mais ou menos secretos de espiões, na Segunda Guerra Mundial.

O centro vai mudando, ora caótico com as lojas e construções ou arranjos ora bonito e sofisticado.

E o concelho termina nas praias do Guincho, já colado a Sintra.

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#134 – 2020.10.05 – Idanha-a-Nova

Este concelho começou em Monsanto, “a aldeia mais portuguesa de Portugal”. Bonita, impressiona mesmo vista de longe, na encosta do monte. O local foi escolhido possivelmente pela proteção que a altura proporciona. O que é certo é que vem desde o paleolítico.

Parecida com Sortelha, tem as casas em granito e ruas estreitas e empredadas.

As vistas são fabulosas. Quer seja em direção à planície…

… quer seja mesmo para a própria aldeia.

É daqueles pedaços de Portugal a não perder.

Mais a sul, a capital, dá-nos as boas vindas numa avenida larga e cheia de árvores.

A vila é pequena e pacata mas tem alguns pontos interessantes.

Ficou em falta a visita a Penha Garcia, onde há uns anos, comi um fastástico Arroz Doce e revisitar também a antiga Igreja de Idanha-a-Velha, que reúne marcas de múltiplas religões ao longo dos tempos – aquelas várias portas a alturas diferentes ainda hoje não me saiem da memória. Voltaremos lá de certeza.

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#133 – 2020.10.05 – Penamacor

Direitos ao sul pela N233, entrámos no distrito de Castelo Branco pelo concelho de Penamacor.

Fantásticas estradas para passear, bom tempo. Que mais se poderia querer?

Só se fosse encher a barriga. Era hora de almoço, a fome já se fazia sentir. Uma barragem à vista e de certeza arranjaríamos um local sossegado para um piquenique. Estávamos na orla da Serra da Malcata, terra dos linces ibéricos.

E assim foi. Uma horita de repouso e restabelecimento de energias na paz calma das margens da barragem de Meimão. Seguimos depois para a capital.

O céu polvilhado de nuvens e a planície verde polivilhada de sol e sombras. Que vistas!

Estávamos no topo da vila, no castelo, que não parece bem um castelo.

No centro ficámos na memória com as entradas das duas igrejas: S. Tiago e Mesericórdia

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#132 – 2020.10.05 – Sabugal

Começámos o passeio neste concelho por Sortelha, uma das aldeias histórias e realmente uma delícia visual, mesmo vista de longe.

O caminho para lá segue uma estrada bem arranjada na escosta dos montes.

O interior da aldeia é feito de ruas um pouco estreitas, ladeadas de casas de pedra. Parece uma construção, um Lego de granito.

Muito bonita mas “limpinha demais”, parece que não vive lá ninguém e é só para turista ver.

O castelo domina o topo e a vista é deslumbrante.

Prosseguimos o caminho. Andar por estas estradas regionais, no meio dos montes e dos campos pode parecer monótono mas é tão belo. Muita paz, nós e a natureza…

A vila do Sabugal, a capital, é muito agradável para passear. Quer junto ao Côa (é neste concelho que o rio nasce, na serra das Mesas, mais para Oeste)…

… quer no centro, bem arranjado…

… quer no castelo. Sim, mais um castelo. Estamos na zona raiana e era preciso proteger o território.

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#131 – 2020.10.05 – Belmonte

Depois do dia anterior pleno de passeios e de uma ótima noite de descanso começámos a exploração da vila bem cedo.
Gostámos muito de Belmonte.

A vila estava meio deserta e pudemos deambular pelas ruas empredadas, sozinhos e apreciar os pormenores.

A rua principal atravessa de uma ponta a outra e é onde está a estátua de Pedro Álvares Cabral, o conterrâneo famoso.

Belmonte é também um importante polo da comunidade judaica em Portugal. Tem uma sinagoga e imensas referência dessa religião.

Subimos depois ao castelo. A vista é fabulosa, especialmente da janela manuelina surgida quando as suas funções militares já tinham desvanecido e começava uma segunda vida, como residência.

Mesmo ao lado do castelo existe uma pequena capela que vale a visita.

A vila, como se pode ver tem muita coisa para conhecer, mas a cereja no topo do bolo está mais a norte, na torre Centum Celas.

Já a visitámos várias vezes e fico sempre maravilhado. Mantém-se firme ao longo dos tempo, com a estrutura principal bem conservada, especialmente tendo em conta a sua origem ancestral, do tempo dos romanos.
Passámos um bom tempo a rever todos os lados e o seu interior. É um lugar especial.

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#130 – 2020.10.04 – Pinhel

Pinhel foi o último poiso do dia. Já cansados, fizemos um esforço para conhecer a vila.

Estava já escuro quando percorremos as ruas mas isso não tirou a beleza.

Especialmente no topo do castelo. Que maravilhoso entardecer e final de um dia tão preenchido.

Mas tínhamos de ir embora. Íamos dormir a Belmonte e nem sabíamos bem onde…

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#129 – 2020.10.04 – Almeida

Já conhecíamos Almeida de outras viagens pelo que, desta vez, não nos demorámos. Passeio rápido pelas muralhas, visitinha ao centro e pouco mais.

A totalidade e a beleza única da fortaleza em estrela só se vê bem do ar, mas junto ao solo conseguimos os pequenos pormenores.

É engraçado “furar” pelos muros para entrar no centro. Parece um pequeno forte mas lá dentro ainda é bastante amplo, uma mini-Évora.

No interior tudo muito bem arranjadinho e simples.

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#128 – 2020.10.04 – Figueira de Castelo Rodrigo

A entrada no concelho fez-se em Barca de Alva, pela ponte no rio Douro.

O fim de tarde estava a aproximar-se. A melhor altura para umas fotos especiais.

Primeira terra, Escalhão. Bem bonita a sua igreja.

De seguida uma volta rápida pela capital. Ainda tínhamos vários sítios para ir.

Faltou só um pouco mais de tempo para ir à fronteira com Espanha e visitar a parte sul do Parque Natural do Douro Internacional, apesar de, nessa parte, já ser o rio Águeda. Do lado espanhol é o Parque Natural de Arribes del Duero.

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